Os homens não desejam aquilo que fazem, mas os objetivos que os levam a fazer aquilo que fazem. - Platão

Talvez uma das maiores dificuldades do ser humano, seja descobrir o seu propósito. 

Por que fizemos o que fazemos, o real motivo da nossa existência. 

Muita ingenuidade nossa acreditarmos, que nossa existência, se resume a nascer crescer, criarmos riquezas, cuidarmos dos nossos e partir. 

Jesus Disse: Não guardem riquezas, aqui na terra, onde a traça e a ferrugem o destrói, mas no céu onde jamais será destruído.

Não significa que não devemos trabalhar e buscar as riquezas que nos dão conforto. 

Mas esse não deverá ser nosso propósito primário. 

Buscar conhecer nossa essência e entender o real sentido da vida, deveria ser a meta primaria de todos nós. 

Todo o mais, desde bens materiais, conhecimento e tudo mais que você possa conceituar por objetivos, são propósitos de segundo plano. É importante mais não é o que nos preenche por completo. 

Pois se algo assim fosse o resultado ideal para felicidade plena, todos que alcançam riquezas, contas milionárias, não possuiriam problemas, como acontece, por vezes os problemas apenas mudam de tamanho.

Quando Jesus fala em guardar riqueza no céu, não necessariamente é sobre prepararmos ou vivermos uma vida, com uma recompensa que iremos receber apenas após a morte.

Pois o conceito de céu, por milhares de anos foi destorcido, o céu, nada mais é que um estado de espírito, em que estaremos conscientes da nossa essência interior que existe em nós, não mais dependendo dos conceitos da mente. Onde tudo muda, e é interpretativo de casa um, mas termos o ponto de referência no nosso interior, onde jamais será alterado por resultados externos.

Em outra passagem Jesus fala que não podemos servir a dois senhores. 

Acreditamos, por vezes que, um seria servir a Deus, e outro o oposto, entendido como Diabo. 

Mas a definição de diabo, utilizado  por Cristo naquela época, não necessariamente é  a existência de um ser de forma humana do mal. 

Assim como quando Jesus fala, vocês escutam mas não ouvem, eu enxergam mas não veem. 

Se referia a nossa interpretação, nossos conceitos que sempre serão distorcidos quando procurarmos entender novas interpretações utilizando nossa mente, ou seja nossa bagagem, ou o adquirir consciência com base no que já conhecemos, dessa forma inevitavelmente, estaremos comparando com o que já se conhece. 

Estaremos assim longe de alcançar a consciência necessária para vivermos com base na essência.

Quando nos dissociarmos do que conhecemos, não nos identificar com o conceito que temos sobre nós, entenderemos que servir a dois senhores, é não servir a nossa mente, ou nossos pensamentos, e sim a nossa essência, inteligência divina que existe em nós. 

Conseguiremos então conhecer o amor de Deus, não o conceito de amor que temos no nível da mente, que um dia ama, no outro não. 

Neste nível de consciência, entendemos que o mal, é criação da nossa mente, e que o que realmente existe é a inconsciência que nos leva a sermos dominados pela nossa mente, e não termos de fato a opção de escolha.

Viver da essência, nos traz clareza e simplicidade a nossa vida, nos sentimos completos e plenos, será muito mais fácil atingir novos objetivos, no entanto não dependeremos desses resultados para nos sentir realizados. 

Busque o autoconhecimento, não conhecer sobre si, pois isso é conteúdo, conhecer-se em essência, para além da personalidade criado com nossa mente pelo tempo. E então você descobrirá o universo ilimitado que existe dentro de nos, com raízes firme, onde eventos externos não nos atingiram. 

Um Abraço, e até a próxima!! 

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